Sintegração

 

Rodada 1

Na primeira rodada dessa dinâmica, eu exerci o papel de crítico dentro do tema que abordava as possibilidades de interfaces e o foco de produto e projeto, discutidas nos textos de Haque e Jones. Através de uma breve discussão, o grupo chegou em um consenso de que ambos os textos são complementares e essenciais para construir uma visão mais profunda sobre os modelos arquitetônicos atuais que trabalham apenas no sentido de produção e consumo sendo invariáveis e apenas reativos seguindo uma padrão já estabelecido na indústria, proporcionando baixa interatividade com os clientes. O ideal seria rompermos com essa ideia de "circuito único" que segue apenas por um caminho pré-definido, e assim desenvolver um maior engajamento com os clientes, aproximando mais eles dos projetos e dos ambientes que os mesmos vão habitar no futuro. Tudo isso seria possível através da teoria de "circuitos múltiplos", em que existe uma troca mútua de respostas e interações entre arquiteto, projeto, ambiente e consumidor para chegar no modelo ideal para cada indivíduo.

Rodada 2

Já na segunda rodada, mantendo a temática abordada por Haque, eu participei do debate com os outros membros do grupo sobre maneiras de viabilizar e colocar em prática as ideias de interações e interfaces dialógicas e acessíveis. O primeiro passo que encontramos foi desfazer a associação automática que fazemos de tecnologia avançada e interatividade, pois é muito comum encontrar ambientes complexos e completamente tecnológicos que são extremamente reativos e quase nada interativos. A melhor forma de se alcançar as interações dialógicas entre cliente e produto é visando o modelo "circular" de transmissão de informações entre ambos, e assim chegamos no consenso de que quanto mais simples e acessível for a interface do produto ou ambiente, mais fácil será de se obter essa interação proposta pelos autores dos textos mencionados anteriormente.

Rodada 3

O tema da terceira rodada foi "as possibilidades do programático, do acaso e a abertura para a interação  dialógica", e novamente eu participei do debate. Dessa vez encontramos um pouco de dificuldade em desenvolver a discussão sobre esse tema por ser algo bem amplo, mas conseguimos filtrar as ideias quando relacionamos com as discussões anteriores, e principalmente com o que foi apresentado por Haque. Sendo assim, percebemos que muitas vezes os projetos arquitetônicos não dão espaço para o "acaso" e para as demandas especificas de cada individuo, pois é mais simples apenas seguir o caminho padronizado do modelo consumista, em que são feitas vários ambientes extremamente parecidos que são voltados para o "estilo de vida médio" da população (que inclusive já se demonstrou bastante problemático ao redor do mundo). Então novamente chegamos na questão de se criar uma maior interação e participação de cada cliente na construção de cada ambiente para suprir as demandas e necessidades individuais dos mesmos.

Rodada 4

E por fim eu participei como observador na última rodada com a temática de "objeto, quase-objeto e não-objeto". E através de uma longa discussão, os debatedores concluíram que o objeto é algo que surge da necessidade de se representar algo ou de suprir alguma necessidade, tendo sua própria utilidade especifica. O quase-objeto ficou em aberto quanto às diferentes interpretações possíveis, podendo este ser considerado como uma ideia do conceito anterior que não foi de fato colocada em prática. Já o não-objeto possuí um conceito abstrato que não é voltado para representar ou ter algum significado especifico, variando esses de acordo com a percepção de cada observador.


 

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